segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Critica: Bright



Confesso que estava receoso em assistir mais um longa do diretor de Esquadrão Suicida, David Ayer. Mas o investimento da Netflix (algo em torno de 90 milhões de dólares)  e a premissa de ver dois policiais, um humano e um Orc contra outros Orcs, Elfos, Fadas em um mundo real me deixaram curioso e fizeram dar o play em Bright. 

Vale dizer logo no inicio dessa crítica: Bright  não é um péssimo filme como pregam. É muito ruim, mas não péssimo. 

O longa tem seus pontos positivos e os muitos pontos negativos. Uma coisa positiva é a premissa que me fez dar o play no filme, a de um universo  de seres diferentes no nosso mundo.  A ideia foi boa, a execução nem tanto. 

Bright tenta apresentar dois policiais diferentes, que não se entendem mas que se unem pelo bem maior. Isso já foi visto várias vezes no cinema e muitas vezes melhor que no longa da Netflix. 

Apesar que em Bright os policiais são um humano e um Orc. Ponto interessante, se fosse mais bem explorado. O policial humano, Daryl Ward, é vivido por Will Smith. Já o Policial Orc, Nick Jakoby, é vivido por Joel Edgerton. 

A atuação de Smith não acrescenta em nada para a produção. Parece que o ator estava com preguiça de atuar em alguns momentos e era apenas Will Smith sendo Will Smith. Já atuação de Joel Edgerton é boa, em relação ao que o filme entrega. Edgerton consegue trazer uma carga para o personagem apesar do roteiro fraco e, mesmo que cheio de maquiagem de Orc, o ator consegue se destacar. 

Quem não conseguem se destacar no filme são os Elfos. A vilã Leilah, vivida por Noomi Rapace é fraca. Impressionante como talentos como Will Smith e Noomi Rapace foram mal aproveitados em Bright, mas isso é culpa do roteiro. 

Voltando aos elfos, a vilã Elfa Leilah tem dois comparsas que estão ali apenas para morrer no final. Outro Elfo, dessa vez um dos “mocinhos”, é Kandomere vivido por Edgar Ramírez. Coloquei a palavra mocinhos entre aspas pois o roteiro deixa o espectador confuso. A maquiagem do filme em relação aos Elfos é fraca. Tentam emular um Senhor dos Anéis, mas não convence. 

Se a maquiagem dos Elfos não convence, não posso falar o mesmo da maquiagem Orcs. Cada Orc tem sua característica os atores que vivem a gangue dos Orcs atuam bem na medida do possível. Nem vou comentar a atuação da gangue dos humanos. Cada atuação mais sofrível que a outra.

A trilha sonora do filme, tem seus méritos. A mistura de Rap, Punk e música Pop é interessante. Pena que a edição e o ritmo do filme são um pouco confusos. Outra coisa confusa são os efeitos visuais do longa. 

Em alguns momentos parece que estamos vendo uma produção de segunda categoria, já em outros parece que estamos diante de um filme merecedor de prêmios. 

Isso sem contar os excessos de cenas desnecessárias, como as cenas de nudez ou até mesmo um dragão voando sobre a cidade, por exemplo. A cena de nudez foram jogadas no filme para dar um ar de filme para maiores. E o dragão… até esse momento não sei o motivo. 

Mas nada prejudicou mais Bright que o roteiro. Sim meus amigos, citei o roteiro diversas vezes nesse texto pois para mim foi o que mais incomodou. O roteiro do longa é raso, sem aproveitamento, cheio de situações previsíveis e com claros problemas, principalmente nos diálogos. 

O roteirista Max Landis tenta criar uma mitologia para o filme, tenta fazer o espectador questionar a respeito do preconceito racial, mas falha em todas as tentativas. Mais uma vez parecia que estava assistindo a um filme de segunda categoria. 

Roteiro fraco, edição confusa, efeitos genericos, atuações esquecíveis.  Bright, na minha opinião, não vale continuação como já foi anunciado. 

Como disse é um filme muito ruim, não péssimo. Somente com mágica o diretor David Ayer consegue salvar o filme. 

Assista por sua conta e risco Bright, um filme exclusivo Netflix.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Crítica – Star Wars: Os Últimos Jedi (com Spoilers)

Talvez Star Wars: Os Últimos Jedi seja o filme da saga que mais dividiu opiniões. Parte do público gostou, parte odiou. Eu adorei o filme, mas ele não foi perfeito. 

Por isso resolvi esperar um pouco para amadurecer as ideias em relação ao longa. Então esse texto possui spoilers. Já de cara afirmo que Star Wars: Os Últimos Jedi é um filme longo. 

Com duas horas e trinta e cinco minutos o filme é mais longo de toda a saga. Entendo a escolha do diretor Rian Jhonson em estender algumas cenas. Rian será o responsável pela futura trilogia de Star Wars, então ele precisava apresentar alguns personagens e situações para poder desenvolver na futura trilogia.

Personagens como os apresentados na tão criticada cena do Cassino. Na primeira vez que assisti ao filme achei um pouco desnecessária a sequência, porém assistindo novamente entendi que o diretor deve retornar a alguns personagens na futura, como as crianças escravas por exemplo. 

Outro personagem que acredito que deva retornar é o personagem de Benicio del Toro, o D.J. . Concordo com boa parte dos fãs que disseram que o personagem poderia ser facilmente substituído pelo personagem da trilogia clássica Lando Calrissian, mas isso seria mais um “problema” para o diretor. “Problema” porque o diretor precisa de personagens novos para a já citada futura trilogia e trazer um personagem clássico nada iria acrescentar . 

Como fã adoraria ver Lando nesse novo Star Wars, mas compreendo a decisão criativa. Compreendo também (em partes) a personagem da Laura Dern, Almirante Holdo, mesmo ela não acrescentando muito na história. Pra mim ela poderia ser facilmente substituída, pelo menos na cena de seu sacrifício, pelo Almirante Ackbar. 

Seria uma homenagem e tanto para o personagem. Alguns fãs criticaram o arco de Luke Skywalker (Mark Hamill) nesse Os Últimos Jedi. Em minha opinião foi uma das coisas mais fantásticas que poderiam acontecer ao personagem. Luke é uma lenda em Star Wars e essa lenda foi respeitada até o final. 

O personagem tem qualidades e defeitos desde Uma Nova Esperança, primeiro filme da saga. E essas qualidades e defeitos foram mantidos. E que final maravilhoso para o personagem. 

 Quanto a irmã de Luke, a general, e eterna princesa, Leia Organa nem tenho o que dizer. A cada participação de Carrie Fisher no filme mais se emocionava uma vez que a atriz faleceu em dezembro do ano passado.

O destaque que a personagem teve nesse filme foi ainda maior que em o Despertar da Força e os responsáveis pelo próximo filme terão um pouco de trabalho para finalizar a jornada da Leia. A grande vantagem que o próximo filme está nas mãos de J.J. Abrams , que já disse várias vezes e repito: é um gênio. 

Mas como disse a Maz Kanata no filme anterior isso é um assunto para uma próxima. Por falar em Maz Kanata mais uma vez a personagem vivida pela ganhadora do Oscar Lupita Nyong’o foi mal aproveitada. Se no primeiro filme dessa trilogia a Maz mal apareceu , nesse Os Últimos Jedi ela foi apenas uma “chamada no Skype”. Poderia ser mais aproveitada. 

Outra personagem mal aproveitada nesse filme foi a Capitã Phasma, vivida pela Gwendoline Christie. Phasma teve um final péssimo em O Despertar da Força, retornou para Os Últimos Jedi e foi mal aproveitada. Não condiz com o que se pregou da personagem, que seria muito importante para a Primeira Ordem. Phasma é o novo Boba Fett. Um personagem excelente… nos livros, animações e quadrinhos. Phasma está no filme para ser a “escada” para o Finn (John Boyega).

Finn que agora tem um novo par romântico, Rose Tico (Kelly Marie Tran). A relação de Finn e Rose foi de repente, pelo menos para mim. Eu não vi o “amor” deles chegando e foi até um pouco estranho. Mas como disse lá em cima… tudo pela nova trilogia . Acredito que Finn e Rose terão alguma participação na futura nova trilogia. Mas isso é somente um pressentimento, que eu espero não ser um mau pressentimento sobre isso. 

Outro personagem que será bastante aproveitado será o Poe Dameron (Oscar Isaac). O dono do BB-8 será o novo líder da resistência e deve ser de grande importância, nem que seja apenas no próximo filme. Mas voltando para a Primeira Ordem, aí está a parte mais prejudicada nesse longa. General Hux ( Domhnall Gleeson) deixou de ser temido como em O Despertar da Força para ser chacota e gancho para piadas nesse longa. 

 O Líder Supremo Snoke, vivido brilhantemente por Andy Serkis (alguém dá um Oscar logo para ele), também não foi muito bem aproveitado no longa. Não soubemos a origem, nem seu poder total, mas serviu para mostrar o quanto Kylo Ren é poderoso.

Sim, Kylo Ren, vivido pelo Adam Driver é um dos pontos altos do filme. O neto de Darth Vader mostrou ser tão poderoso quanto o avô. E por incrível que pareça deve ser ainda mais poderoso pois ele possui uma força bruta, como seu oposto na força Rey.

Não foi dessa vez que soubemos o passado de Rey, vivida por Daisy Ridley. Mas eu nem preciso saber sobre o passado dela, uma vez que todo o futuro dessa trilogia, dos Jedi e dos rebeldes está nas mãos de Rey. 

Em resumo Star Wars: Os Últimos Jedi para mim foi um filme para um fã como eu, que respeita e admira os clássicos, mas que quer ver a saga desenvolver. O longa teve muita ação, muita comédia, drama, suspense e o melhor, teve muito “fã service”: como a cena do R2-D2 projetando a mensagem da Princesa Leia, o retorno de Mestre Yoda (eu disse que tinha Spoilers esse texto, se você leu isso do Yoda foi por sua conta e risco). 

Se você gosta de Star Wars, assista Os Últimos Jedi, mas vá de coração aberto para mudanças. Vale a pena assistir!